NOVIDADE: O GHV - HOSPITAL VETERINARIO, TEM A EXCLUSIVIDADE PARA O DISTRITO DE SETÚBAL DO MÊTODO PARA TRANSFORMAR O SEU ANIMAL QUERIDO EM DIAMANTE APÓS A SUA MORTE. CONTACTE-NOS: ghv@ghv.pt

Menú Principal

Temos 563 visitantes em linha

CATARATAS – 10 ASPECTOS IMPORTANTES A SABER

1. A catarata, independentemente da causa e dimensões, é uma opacidade do cristalino que afecta a visão em maior ou menor grau;


2. Assim que detectada, está indicada a intervenção cirúrgica, bem como a realização de um perfil bioquímico geral (em especial a mensuração de cálcio e glicose séricos), para detecção de doença subjacente. Excepções constituem cataratas tipicamente congénitas que devem ser apenas classificadas como tais por um Médico Veterinário oftalmologista;

3. Quanto mais precoce a intervenção cirúrgica, maior o sucesso da mesma: ex. a cirurgia de cataratas imaturas apresenta um sucesso de 95-98%, que pode descer para até 50% ou menos em hipermaturas;

4. As cataratas intumescentes (como as associadas aos Diabetes Mellitus) ou as traumáticas, constituem urgências cirúrgicas – assim que o animal esteja clinicamente estável para ser anestesiado, é de intervir imediatamente. As complicações que podem surgir a posteriori (ex. ruptura da cápsula do cristalino ou uveíte facoclástica) podem tornar o olho invisual per si;

5. Cataratas unilaterais ou cataratas com diferentes graus de maturidade nos dois olhos: não é de esperar que a menos matura progrida – operar imediatamente os dois olhos;

6. Os cães de raças predispostas ou nas quais esteja descrita hereditariedade, se destinados a reprodução, devem ser submetidos a um exame oftalmológico completo. Nos gatos isto não se aplica pois as cataratas nesta espécie ocorrem maioritariamente como consequência de uveíte;

7. A idade avançada não é uma doença nem deve constituir contra-indicação para a cirurgia. A qualidade de vida do animal diminui com a cegueira. Qualquer proprietário deverá ser devidamente informado para esta situação, ainda que para o animal lhe reste apenas 2-3 anos de esperança de vida (não esquecer que 2-3 anos na vida de um animal corresponderão a cerca de 20-25% da vida do animal). Para além do mais, a cegueira impede o exercício regular e actividade normal o que pode contribuir para a manifestação precoce de outras doenças, nomeadamente as ortopédicas e comportamentais, como a senilidade precoce;

8. Todos os animais são candidatos a uma cirurgia de cataratas?
Não. Como para qualquer outra cirurgia, deve ser avaliado o risco anestésico. Para além disso, constituem factores essenciais:
- boa cooperação e disponibilidade dos proprietários em administrar os medicamentos (muitas vezes requerem medicação ocular para o resto da vida);
- boa cooperação por parte do animal: animais agressivos cujos proprietários não lhes consigam administrar medicação ocular, não são candidatos cirúrgicos;
- passar nos exames oculares prévios: ecografia ocular e electrorretinografia. Muitos dos animais têm cataratas devido a doenças da retina e que já se encontram cegos. Estes animais não são candidatos a uma cirurgia de cataratas. Por vezes, a retina pode estar já descolada e exibirem reflexos de luz e pupilares normais; como tal, estes dois exames realizados em conjunto no dia prévio da cirurgia são fundamentais para que se possa estabelecer um prognóstico e uma indicação adequados da realização da mesma cirurgia;

9. Como se realiza a cirurgia de cataratas em Medicina Veterinária:
Exactamente da mesma forma que em Medicina Humana. É utilizado um facoemulsificador que emite ultra-sons e destrói o conteúdo do cristalino aspirando-o em simultâneo. Depois, é aplicada uma lente intra-capsular para compensar as dioptrias. Sem esta lente, a visão do animal é tão reduzida que quase não é compensatório para o mesmo ser intervencionado cirurgicamente.

10. O sucesso da cirurgia de cataratas depende essencialmente de:
  • correcta avaliação pré-cirúrgica e antecipação dos problemas intra-cirúrgicos;
  • bom equipamento: não basta ter um facoemulsificador, há que ter um da última geração (como, por exemplo, o Millenium da Störz), com a possibilidade de emitir os ultra-sons em burst;
  • skill (técnica de mão e experiência) do cirurgião: só Médicos Veterinários devidamente habilitados deverão realizar este tipo de cirurgia.


E SE O MEU ANIMAL NÃO FOR CANDIDATO A CIRURGIA DE CATARATAS OU O PROPRIETÁRIO OPTAR POR NÃO O FAZER?

Em qualquer uma destas situações, o seu animal deve ser regularmente acompanhado em consultas de oftalmologia periódicas. A presença de uma catarata predispõe ao aparecimento de inflamações intra-oculares (uveítes), glaucoma, descolamento da retina e luxação do cristalino. Todas estas alterações envolvem a existência de dor e desconforto para o animal, que, se devidamente acompanhado, pode ser minimizada e corrigida.